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Hellfest 2017 – One Hell of a Ride - Clisson, França 16, 17 e 18 de Junho.



Texto: Ana Paula Soares e Mauricio Melo
Fotos: Mauricio Melo. 

Ir a Disneylandia do Metal é algo que, apesar dos anos e da experiencia adquirida, continua impressionando e surpreendendo a cada edição e em 2017 a situação não foi diferente.  Deixaremos como introdução oficial do texto as mudanças que mais chamaram atenção, muitas delas ou praticamente todas, com um saldo pra lá de positivo.  Antes de relatar as mudanças do evento, destacaremos o reforço na segurança do mesmo, algo que passava bastante desapercebido há alguns anos.  Uma grande quantidade de militares, barreiras de concreto nas principais ruas de acesso ao Hellfest e uma revista mais incisiva num geral.  É claro que, com os recentes atos terroristas no país, essa segurança era esperada e foi bem vinda. 
Nada mais chegar no recinto e mudanças que já chamavam atenção como a nova entrada da área de imprensa, o portal era um amplificador gigante.  Já a nova área de imprensa / VIP do evento é uma loucura, mesas, cadeiras, sombrinhas, duas caveiras decorativas, uma delas com feitas com shape de skates quebrados, uma piscina, um bar decorado com ossos e luminarias de craneo, uma fonte com estatuas sombrias, uma nova entrada e saída para o recinto dos palcos, pontos de wi-fi gratuitos (funcionavam) não somente na área de imprensa mas também em varios pontos do festival e um mini palco.  Já dentro do evento, alem dos postes de internet, também uma nova área para merchandise oficiais das bandas, mais banheiros, mais fontes de agua para tentar aliviar o calor que este ano pegou pesado, uma área para refrescar a cuca com aquele banho de spray caindo do teto, caminhões e aviões de guerra espalhados no que chamam de Kingdom of Muscadet como parte da decoração e alguna cosita mas que agora já não vem à cabeça.  Enfim, mais um ano e mais um show de festival.



DIA 1
Booze & Glory

Vamos ao que interessa.  Não poderia ser diferente, nosso primeiro compromisso nos levou à nosso palco favorito, o Warzone.  Quem acompanha nossas coberturas sabe que há alguns meses cobrimos aqui o Booze & Glory e sabem muito bem que o show do quarteto excede as expectativas.  A duvida recaiu sobre o horario, 12:15 e nem podemos falar em horario de almoço ou cafe da manha e sim que do lado de fora era perceptível a quantidade de gente ainda chegando com mochilas em direção ao camping.  Uma vez mais o publico do Hellfest surpreendeu e calou bocas, o Warzone lotou, vibrou e cantou com o quarteto e com seus escassos trinta minutos de apresentação.  Abriram com “The Day I’m In My Grave” só para levantar poeira antes de “Leave The Kids Alone” com aquele refrão cervejeiro, braços ao céu, botas Doc Martens nos pés e até uma bandeira britânica foi levantada.  Numa apresentação tão curta, atacaram com músicas dos dois ultimos discos.  Destaques para “Simple” e “Only Fools Get Caught” responsável pelo encerramento do set.  Que inicio de festival tivemos. 

Outra banda que também fez um set memorável no Warzone foi o Leftover Crack.  Ainda não havíamos visto o show da banda e podemos dizer que é bastante recomendável, com toda sua mistura de estilos.  Entre as mais destacadas “Homeo-Apathy”, “Nazi White Trash” e “One Dead Cop”.  Ainda deu tempo de correr até o palco Altar e conferir um pouco do Exhumed, banda clássica de Death Metal.  De volta ao Warzone foi a vez de conferir o The Bouncing Souls abrindo a tarde com a esperada “That Song” e “Say Anything” e com o vocalista Greg Attonito descendo do palco e cantando junto ao público.  A poeira que já estava alta praticamente cobriu o vocalista, daquela posição já não se via nada e de lá mesmo surgiu “The Gold Song”, uma das mais celebradas junto a “True Believers”, essa ultima já em fim de apresentação com um saldo bem positivo. 
 
Ministry
Tentamos sim nos aproximar do Red Fang mas se há algo que o festival necessita melhorar e acreditamos que vá é a entrada dos fotógrafos no palco Valley.  Ou se chega muito antes e se sacrifica alguma apresentação ou não é possível entrar.  Por ser uma lona e a mesma conter as laterais fechadas, o acesso é difícil e o publico que lá está não arreda pé ou facilita as coisas.  Pois saltamos agenda e visitamos o palco principal pela primeira vez em 2017 para conferir o Ministry.  Está aí um show que faltava no curriculum, sempre bateu na trave, ficou no quase muitas vezes mas um dia acontece.  Daquela formação que conquistou o mundo no final dos anos 80 e inicio dos 90 só restou Al Jourgensen que ainda se mostra em condições em levar adiante a banda.  Abriram o set com “Psalm 69”, continuaram com o ritmo arrastado em “PermaWar” e aceleraram com “Punch in the Face” e chegaram ao auge da apresentação com “Thieves” e “N.W.O.”, o mais estranho foi assistir a tudo isso debaixo de um sol de rachar, talvez tenha perdido um pouco o clima.
 
Behemoth
Mesma opinião (sobre a perda do clima) temos para o show do Behemoth, que entrou logo após o Ministry no Main Stage 2, aquela maquiagem, chamas e o clima sombrio foram varridos pelo sol.  Mas quem definitivamente varreu tudo foi a poderosa apresentação do quarteto.   Abriram com “Blow Your Trumpets Gabriel”, seguiram com “Furor Divinus” e então percebemos que o disco The Satanist estava sendo tocado na integra.  Saindo do Behemoth demos uma rápida passada no Baroness no palco Valley e assim como o Red Fang, impossível de chegar próximo ao palco.  De volta ao Main Stage e lá estava o Deep Purple declamando “Fireball”, “Bloodsucker”, “Strange Kind of Woman” até chegar em “Smoke on The Water”, engana-se quem acha que os Purple não são mais os mesmos, os senhores se mantém em forma, pelo menos para deixar em positivo a conta com o publico. 
Deep Purple

Em nova tentativa com o Valley e finalmente conseguimos nos adiantar ao grande publico e conferir de perto o que Page Hamilton apresentaria com seu Helmet.  “Give It” do clássico Meantime foi o tiro de partida, “Life or Death” do trabalho mais recente mostrou solidez mas não podemos negar que, o que o publico realmente quer escutar é “Milquetoast”, “Unsung” e “In The Meantime”, é claro que Hamilton não se negou e o publico curtiu muito. 

 Mudamos direção e encontramos o Obituary entrando em cena da maneira mais clássica possível, “Internal Bleeding” do primeiro álbum e “Chopped in a Half” de Cause of Death.  Gostaríamos de estender mais nossa presença mas considerando que em quinze minutos o Rancid tocaria pela primeira vez no Hellfest, preferimos tomar posições.  Lá estava a bandeira do Rancid no fundo e após cinco anos sem assistir a banda, confessamos nossa ansiedade.  Tudo bem que é um setlist mais manjados do ano mas deixamos aqui nosso registro, “Radio”, “Roots Radicals”, “Old Friend”… somente mais adiante “Telegraph Avenue” do recém lançado Trouble Maker.  Show redondo, sem surpresas e com tudo o que a galera queria escutar.  Esperávamos um Warzone mais cheio, talvez as grandes bandas de nossa geração já não representem tanto assim para um novo publico, mesmo assim, assistir ao Rancid no Hellfest foi excelente. 
 
Rancid
Ainda que em nosso cardápio cabia a escolha de nomes como In Flames, Rob Zombie, Monster Magnet, Autopsy ou The Damned, o caminho de casa era o mais recomendado, pois dois dias como esse primeiro estavam por vir.

DIA 2

Habitualmente o Sábado é o dia mais “rico” da cena hardcore no Hellfest, o que significaria passar mais tempo do que o normal no Warzone e mais, significava comer poeira e sol na cabeça por mais tempo também.  Abrimos a jornada com os holandeses do No Turning Back, impressionante foi descobrir que, a melhor banda de hardcore da Europa nunca tinha tido a oportunidade de tocar no evento e para celebrar o feito o quinteto não deu trégua e apresentaram seu novo disco No Time To Waste e muita coisa antiga, ou nem tanto como o caso de “Never Give Up”, “Stronger” e “Destination Unknown” e já que os stage dives não rolam junto a banda por conta da barrigada, o vocalista Martjin foi o primeiro do dia a descer para berrar junto ao publico.  A primeira a gente nunca esquece e o No Turning Back confirmou favoritismo.  Não deu nem para respirar e embarcamos para o Altar e escutar em primeira mão o que o Nails tinha a apresentar, porradão total incluindo a música titulo do último disco “You Will Never Be One of Us”.  De caminho ao almoço ainda deu tempo de uma rápida passada no Ugly Kid Joe, típica banda que faliu há 15 anos atras e que agora todo mundo quer assistir para matar saudades da época de escola, nada em contra a banda e sinceramente até que fizeram um show legal, a galera correspondeu como esperado.  É claro que “Everything About You” foi tocada, fechando o set, isso sim. 

De volta ao Warzone e desta vez para conferir Zeke e seu potente punk hardcore e que em 40 minutos de apresentação deixou pelo menos três dezenas de música, tudo a seu ritmo frenético que o fez suar em bicas.  Sempre relaciono o Zeke ao Fu Manchu, o acho um Fu em 45 rpm.  Estacionamos quase que em definitivo no Warzone e conferimos Frank Carter & The Rattlesnakes.  Sim, Carter conheço da época do Gallows e do projeto seguinte que ele montou, Pure Love.  Mas a pergunta que faço é onde perdi o rastro do rapaz?  Show louco, insano, publico entregue e cantando tudo em músicas como “Juggernaut” e “Lullaby”, e eu rindo da situação.  Carter não só desceu ao publico mas também caminhou sobre ele, um verdadeiro showman. 

Zeke
O calor estava massacrante, o estacionamento no palco mais hardcore estava pago e por lá ficamos para conferir o D.R.I. que, quatro dias antes do Hellfest tínhamos conferido em primeira fila o show em Barcelona.  Assim como na cidade condal, os Sujos Podres Imbecis vieram com um setlist fantástico se você é um fã antigo da banda pois “Who Am I?”, “I’d Rather Be Sleeping” e “Violent Pacification” foram responsáveis a dar boas vindas ao público, levantando uma poeira histórica, fazendo com que a banda tentasse se refugiar no fundo do palco e ao mesmo tempo fugir do sol.  Foi um verdadeiro repasse na discografia, incluindo músicas de todas as fases e albuns como “Abduction”, “Acid Rain”, “The Five Year Plan” e até mesmo as lançadas no recente EP “Against Me” e “As Seen on TV”.  Um show à altura de sua historia, historia esse que nem eles mesmos devem saber aonde perderam o rumo mas que seu publico continua fiel. 

Comeback Kid
Na sequencia tivemos o Comeback Kid e podemos afirmar que foi uma das apresentações do dia, não só pela qualidade de suas músicas mas pela intensidade com a qual a banda se apresentou.  O Vocalista Andrew Neufeld pouco se importou com a poeira e comandou o publico como um verdadeiro maestro tanto de cima do palco quanto debruçado na grade e cantando junto ao publico.  Dentre as mais celebradas tivemos “G.M. Vicent and I”, “False Idols Fall” e “Wake The Dead” que foi responsável por finalizar o set. 
 Nossa jornada já estava próxima do fim e não poderíamos faltar ao show do Agnostic Front, contundente como sempre apesar de alguns problemas no som.  Tradicional abertura com “The Eliminator”, seguida de “Dead To Me”, “My Life My Way”, dando um rasante em clássicos como “Friend or Foe” e “Victim in Pain”.  Roger se mostrou surpreso quando descobriu que o que via não era fumaça de palco e sim poeira, outra observação que chamou atenção foi quando se deu conta de que o Warzone parece um patio de presidio considerando o formato e a decoração dos muros, confessou que lhe trouxe lembranças de vidas passadas.  Stigma foi e sempre será Stigma, grande figura do hardcore. 
Agnostic Front

E o Aerosmith?  A aquelas alturas e não estando selecionado entre os dez escassos fotógrafos escolhidos a dedo para a missão (todos franceses), nos contentamos em assistir Steven Tyler e sua trupe à distancia enquanto cantava clássicos como “Love In The Elevador” e “Walk This Way”.  O grupo se mostrou em forma e parecem estar se despedindo com dignidade.

Para fechar a segunda noite nos encontramos com o Suicidal Tendencies, primeiro dos três encontros que tivemos com a banda em onze dias.  “You Can’t Bring Me Down” abrindo o set como de habito, “I Shot The Devil” e na sequencia “Clap Like Ozzy” do recente World Gone Mad.  Talvez a que mais tenha chamado atenção do setlist foi “Trip at the Brain”, uma música que até bem pouco tempo estava dada como esquecida.  A banda está redonda com Dave Lombardo, a molecada nova também empolga bastante, principalmente o baixista Ra Diaz.  Finalizaram também de maneira tradicional com “Pledge Your Allegiance” e uma boa quantidade de convidados no palco. 
Suicidal Tendencies

DIA 3

Ultimo dia de festival, já começa a bater aquele cansaço misturado com a tristeza do fim.  Chegamos o mais cedo possível e a tempo de assistir ao Prong no Main Stage 2.  Está aí um grupo que não imaginava assistir um dia.  Um grupo que teve um relativo sucesso, nunca foi grande mas durante os anos noventa sempre esteve presente em algum toca discos aqui ou ali.  Assim como foi o caso do Ugly Kid Joe, os metalheads também tiveram seus momentos de nostalgia com “Beg To Differ” e “Unconditional” demonstrando que o trio se mantém em forma. 
 
Trap Them
Momento raro do dia ficou por conta do Trap Them.  Banda difícil de assistir ao vivo já que seus shows são escassos devido a forte personalidade de Ryan McKenney e o mesmo demonstrou no palco o porque.  Sua maneira de interpretar as músicas é definitivamente diferente dos vocalistas normais, seja com o corpo contorcido ou mesmo olhando fixamente para o chão.  Em algum destes momentos entre as musicas “Prodigala” e “Luster Pendulums” o mesmo abriu a testa, nada que o impedisse de continuar sua performance.  Lembrando que Ryan já quebrou os dois pés num saldo em plena apresentação e não pestanejou em continuar até o fim.  Muito respeito a esta banda Grind / Crust proveniente de Boston.  Após um breve descanso foi a vez do Deez Nuts pisar no Warzone e oferecer um pouco do hardcore australiano, ao melhor estilo “Yo!” apresentando seu novo trabalho Binge & Purgatory.  Não decepcionaram mas também não empolgaram, talvez seu vocalista tenha ficado com pena de sujar sua roupa com a poeira, momento de destaque para “Band of Brothers”. 

De volta ao Main Stage pudemos finalmente conferir Devil Driver, uma banda que passa com certa frequência pelo festival mas sempre coincidindo horarios com alguém mais importante.  A banda se mostrou solida principalmente em “Grindfucked” e “I Could Care Less”, duas das que mais empolgaram o publico.  Aproveitando o tempo e local assistimos boa parte do Alter Bridge que entrou na sequencia no palco principal 1, logo ao lado.  Um publico bem femenino se mostrou fiel nas letras e só arredou pé quando a banda se despediu com “Rise Today”. 

De todas as coincidencias de horarios, a mais triste foi o choque entre Prophets of Rage e Integrity.  E o pior, uma vez iniciado o Prophets já não daria tempo de chegar ao Integrity, ou pelo menos de uma maneira que não gerasse estresse pelo caminho e não a toa o show do Integrity ficou praticamente vazio.  Vamos ao que interessa.  Muito bem, muito legal, também sou fã da musica do Rage Against The Machine, suas letras e visão sobre o mundo e tudo que a obra de Tom Morello e companhia tenha criado mas não compro suas ideias, apenas as respeito.  Nossa, somos tão revolucionarios que chegamos para a entrevista coletiva em carro de luxo, só permitimos que nos fotografem na mesma coletiva por trinta putos segundos e para nosso show selecionaremos os fotógrafos de revistas que mais nos interessam, nossas camisetas custam bem mais caras do que a de todos os outros grupos que existem no festival quando na verdade deveríamos fazer tudo ao contrario e verdadeiramente chutar o sistema.  Enfim, deixamos o morde e assopra de lado e descrevemos o show.  Um setlist decorado para a turne, conversação com o publico idem assim como a homenagem a Chris Cornell na música “Like a Stone”, coincidencia ou não, três anos antes, no mesmo horario e no mesmo palco o Soundgarden fez sua apresentação na edição 2014.  Inicio da apresentação foi com “Prophets of Rage” emendando com uma sequencia do RATM que no fundo é o que todos querem escutar.  Com o DJ em ação e uma pausa nos músicos, Chuck D e B-Real continuam em cena cantando suas origens com Public Enemy e Cypress Hill, no retorno ao palco mais uma sequencia de Raiva Contra a Maquina incluindo “Bulls on a Parade”, “Bullet in The Head” e finalizando com “Killing In The Name”.  Bom? Sim e muito mas não confundam com o RATM como muita gente está dizendo por aí, que foi ao show da banda e tal.  O Prophets é muito bom mas o Rage para no nome, a furia de suas músicas não é a mesma exibida com Zack De La Rocha empunhando o microfone e quem já teve a oportunidade de assistir o Rage Against The Machine em versão original sabe do que estamos falando.  Lembrando que não há muito o quarteto passeou pelo mundo e a visita incluiu o Brasil. 
Clutch
Quem realmente chuta tudo e oferece um show a cada vez que visita o festival é o Clutch e dessa vez não foi diferente.  O palco Valley lotou e os problemas com relação ao fosso de fotógrafos se repetiu, é obvio.  Sem problemas, nada que uma visão geral e por detrás da mesa de som não solucionasse.  Foi uma verdadeira aula de rock que incluiu temas como “Burning Beard” e “Profits of Doom” e mais uma dúzia que ficou pela estrada.  Enquanto o Linkin Park tocava seu pop para os nostálgicos mais jovens o Every Time I Die fazia um grande show e com vocalistas improvisados já que Keith Buckley teve um problema familiar e teve que retornar a casa.  Nada que o vocalista do Trap Them não pudesse solucionar e bem na primeira dezena de temas e logo sendo substituido por Jeremy DePoyster do grupo The Devil Wears Prada.  Finalizaram apresentação com “We’re Wolf” e uma centena de pessoas no palco. 
 
Dirty Rotten Imbeciles
Com o Every Time I Die poderia ter sido o final apoteótico ao palco Warzone e porque não do festival.  Mas dois compromissos nos dividia.  De um lado os pesos pesados Slayer e do outro lado The Dillinger Escape Plan.  Diante da duvida passeamos pelos dois.  Fizemos as fotos do Slayer, curtimos três músicas em terra.  Subimos na roda gigante e lá de cima assistimos as duas apresentações de forma simultânea.  De um lado “Seasons in the Abyss”, “South of Heaven” e “Rainning Blood”, do outro “One of Us is the Killer” e “Happiness is a Smile”.  Ao finalizar o passeio pela grande roda, assistimos em terra como o Dillinger finalizava sua apresentação com “Limerent Death” e “43% Burnt” e chegou a hora, o Hellfest 2017 já era historia.  Corremos, sorrimos, suamos, vibramos, nos cansamos, nos aborrecemos algumas vezes porque ali dentro nem tudo é alegria mas ao chegar em casa temos aquela sensação de dever cumprido e sonho realizado por um ano mais. 

Hellfest 2018:  22, 23 e 24 de Junho.  Ali estaremos, não tenham duvidas. 

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Black Flash by Snap Live Shots, al contrario de lo que muchos imaginan, no es un Blog de música pero un registro de una única persona en el mundo de la musica con una cámara de fotos en las manos. Casi todo el contenido ha sido registrado, editado y publicado por un único personaje. Amante del Rock en general, vio en la fotografia su gran oportunidad de acercarse de sus grupos favoritos y ver a conciertos por otra perspectiva.