Texto: Ana Paula Soares e Mauricio Melo
Fotos: Mauricio Melo.
Ir a Disneylandia do Metal
é algo que, apesar dos anos e da experiencia adquirida, continua impressionando
e surpreendendo a cada edição e em 2017 a situação não foi diferente. Deixaremos como introdução oficial do texto
as mudanças que mais chamaram atenção, muitas delas ou praticamente todas, com
um saldo pra lá de positivo. Antes de
relatar as mudanças do evento, destacaremos o reforço na segurança do mesmo,
algo que passava bastante desapercebido há alguns anos. Uma grande quantidade de militares, barreiras
de concreto nas principais ruas de acesso ao Hellfest e uma revista mais
incisiva num geral. É claro que, com os
recentes atos terroristas no país, essa segurança era esperada e foi bem
vinda.
Nada mais chegar no
recinto e mudanças que já chamavam atenção como a nova entrada da área de
imprensa, o portal era um amplificador gigante.
Já a nova área de imprensa / VIP do evento é uma loucura, mesas,
cadeiras, sombrinhas, duas caveiras decorativas, uma delas com feitas com shape
de skates quebrados, uma piscina, um bar decorado com ossos e luminarias de
craneo, uma fonte com estatuas sombrias, uma nova entrada e saída para o
recinto dos palcos, pontos de wi-fi gratuitos (funcionavam) não somente na área
de imprensa mas também em varios pontos do festival e um mini palco. Já dentro do evento, alem dos postes de
internet, também uma nova área para merchandise oficiais das bandas, mais
banheiros, mais fontes de agua para tentar aliviar o calor que este ano pegou
pesado, uma área para refrescar a cuca com aquele banho de spray caindo do
teto, caminhões e aviões de guerra espalhados no que chamam de Kingdom of
Muscadet como parte da decoração e alguna cosita mas que agora já não vem à
cabeça. Enfim, mais um ano e mais um
show de festival.
DIA 1
![]() |
| Booze & Glory |
Vamos ao que
interessa. Não poderia ser diferente,
nosso primeiro compromisso nos levou à nosso palco favorito, o Warzone. Quem acompanha nossas coberturas sabe que há
alguns meses cobrimos aqui o Booze & Glory e sabem muito bem
que o show do quarteto excede as expectativas.
A duvida recaiu sobre o horario, 12:15 e nem podemos falar em horario de
almoço ou cafe da manha e sim que do lado de fora era perceptível a quantidade
de gente ainda chegando com mochilas em direção ao camping. Uma vez mais o publico do Hellfest
surpreendeu e calou bocas, o Warzone lotou, vibrou e cantou com o quarteto e
com seus escassos trinta minutos de apresentação. Abriram com “The Day I’m In My Grave” só para
levantar poeira antes de “Leave The Kids Alone” com aquele refrão cervejeiro,
braços ao céu, botas Doc Martens nos
pés e até uma bandeira britânica foi levantada.
Numa apresentação tão curta, atacaram com músicas dos dois ultimos
discos. Destaques para “Simple” e “Only
Fools Get Caught” responsável pelo encerramento do set. Que inicio de festival tivemos.
Outra banda que também
fez um set memorável no Warzone foi o Leftover Crack. Ainda não havíamos visto o show da banda e
podemos dizer que é bastante recomendável, com toda sua mistura de
estilos. Entre as mais destacadas
“Homeo-Apathy”, “Nazi White Trash” e “One Dead Cop”. Ainda deu tempo de correr até o palco Altar e
conferir um pouco do Exhumed, banda clássica de Death
Metal. De volta ao Warzone foi a vez de
conferir o The Bouncing Souls abrindo a tarde com a esperada “That Song” e
“Say Anything” e com o vocalista Greg Attonito descendo do palco e cantando
junto ao público. A poeira que já estava
alta praticamente cobriu o vocalista, daquela posição já não se via nada e de
lá mesmo surgiu “The Gold Song”, uma das mais celebradas junto a “True
Believers”, essa ultima já em fim de apresentação com um saldo bem
positivo.
Tentamos sim nos
aproximar do Red Fang mas se há algo que o festival necessita melhorar e
acreditamos que vá é a entrada dos fotógrafos no palco Valley. Ou se chega muito antes e se sacrifica alguma
apresentação ou não é possível entrar.
Por ser uma lona e a mesma conter as laterais fechadas, o acesso é
difícil e o publico que lá está não arreda pé ou facilita as coisas. Pois saltamos agenda e visitamos o palco principal
pela primeira vez em 2017 para conferir o Ministry. Está aí um show que faltava no curriculum,
sempre bateu na trave, ficou no quase muitas vezes mas um dia acontece. Daquela formação que conquistou o mundo no
final dos anos 80 e inicio dos 90 só restou Al Jourgensen que ainda se mostra
em condições em levar adiante a banda.
Abriram o set com “Psalm 69”, continuaram com o ritmo arrastado em
“PermaWar” e aceleraram com “Punch in the Face” e chegaram ao auge da
apresentação com “Thieves” e “N.W.O.”, o mais estranho foi assistir a tudo isso
debaixo de um sol de rachar, talvez tenha perdido um pouco o clima.
Mesma opinião (sobre a
perda do clima) temos para o show do Behemoth, que entrou logo após o
Ministry no Main Stage 2, aquela maquiagem, chamas e o clima sombrio foram
varridos pelo sol. Mas quem
definitivamente varreu tudo foi a poderosa apresentação do quarteto. Abriram com “Blow Your Trumpets Gabriel”,
seguiram com “Furor Divinus” e então percebemos que o disco The Satanist estava
sendo tocado na integra. Saindo do
Behemoth demos uma rápida passada no Baroness no palco Valley e assim
como o Red Fang, impossível de chegar próximo ao palco. De volta ao Main Stage e lá estava o Deep
Purple declamando “Fireball”, “Bloodsucker”, “Strange Kind of Woman”
até chegar em “Smoke on The Water”, engana-se quem acha que os Purple não são
mais os mesmos, os senhores se mantém em forma, pelo menos para deixar em
positivo a conta com o publico.
![]() |
| Deep Purple |
Em nova tentativa com
o Valley e finalmente conseguimos nos adiantar ao grande publico e conferir de
perto o que Page Hamilton apresentaria com seu Helmet. “Give It” do clássico Meantime foi o tiro de
partida, “Life or Death” do trabalho mais recente mostrou solidez mas não
podemos negar que, o que o publico realmente quer escutar é “Milquetoast”,
“Unsung” e “In The Meantime”, é claro que Hamilton não se negou e o publico
curtiu muito.
Mudamos direção e encontramos o Obituary
entrando em cena da maneira mais clássica possível, “Internal Bleeding” do
primeiro álbum e “Chopped in a Half” de Cause of Death. Gostaríamos de estender mais nossa presença
mas considerando que em quinze minutos o Rancid tocaria pela primeira vez no
Hellfest, preferimos tomar posições. Lá
estava a bandeira do Rancid no fundo e após cinco anos sem assistir a banda,
confessamos nossa ansiedade. Tudo bem
que é um setlist mais manjados do ano mas deixamos aqui nosso registro,
“Radio”, “Roots Radicals”, “Old Friend”… somente mais adiante “Telegraph
Avenue” do recém lançado Trouble Maker.
Show redondo, sem surpresas e com tudo o que a galera queria
escutar. Esperávamos um Warzone mais
cheio, talvez as grandes bandas de nossa geração já não representem tanto assim
para um novo publico, mesmo assim, assistir ao Rancid no Hellfest foi
excelente.
Ainda que em nosso
cardápio cabia a escolha de nomes como In Flames, Rob Zombie, Monster
Magnet, Autopsy ou The Damned, o caminho de casa era o
mais recomendado, pois dois dias como esse primeiro estavam por vir.
DIA 2
Habitualmente o Sábado
é o dia mais “rico” da cena hardcore no Hellfest, o que significaria passar
mais tempo do que o normal no Warzone e mais, significava comer poeira e sol na
cabeça por mais tempo também. Abrimos a
jornada com os holandeses do No Turning Back, impressionante foi
descobrir que, a melhor banda de hardcore da Europa nunca tinha tido a
oportunidade de tocar no evento e para celebrar o feito o quinteto não deu
trégua e apresentaram seu novo disco No Time To Waste e muita coisa antiga, ou
nem tanto como o caso de “Never Give Up”, “Stronger” e “Destination Unknown” e
já que os stage dives não rolam junto a banda por conta da barrigada, o
vocalista Martjin foi o primeiro do dia a descer para berrar junto ao
publico. A primeira a gente nunca
esquece e o No Turning Back confirmou favoritismo. Não deu nem para respirar e embarcamos para o
Altar e escutar em primeira mão o que o Nails tinha a apresentar, porradão
total incluindo a música titulo do último disco “You Will Never Be One of
Us”. De caminho ao almoço ainda deu
tempo de uma rápida passada no Ugly Kid Joe, típica banda que faliu
há 15 anos atras e que agora todo mundo quer assistir para matar saudades da
época de escola, nada em contra a banda e sinceramente até que fizeram um show
legal, a galera correspondeu como esperado.
É claro que “Everything About You” foi tocada, fechando o set, isso
sim.
De volta ao Warzone e
desta vez para conferir Zeke e seu potente punk hardcore e
que em 40 minutos de apresentação deixou pelo menos três dezenas de música,
tudo a seu ritmo frenético que o fez suar em bicas. Sempre relaciono o Zeke ao Fu Manchu, o acho
um Fu em 45 rpm. Estacionamos quase que
em definitivo no Warzone e conferimos Frank Carter & The Rattlesnakes. Sim, Carter conheço da época do Gallows e do
projeto seguinte que ele montou, Pure Love.
Mas a pergunta que faço é onde perdi o rastro do rapaz? Show louco, insano, publico entregue e
cantando tudo em músicas como “Juggernaut” e “Lullaby”, e eu rindo da
situação. Carter não só desceu ao
publico mas também caminhou sobre ele, um verdadeiro showman.
![]() |
| Zeke |
O calor estava
massacrante, o estacionamento no palco mais hardcore estava pago e por lá
ficamos para conferir o D.R.I. que, quatro dias antes do
Hellfest tínhamos conferido em primeira fila o show em Barcelona. Assim como na cidade condal, os Sujos Podres
Imbecis vieram com um setlist fantástico se você é um fã antigo da banda pois
“Who Am I?”, “I’d Rather Be Sleeping” e “Violent Pacification” foram
responsáveis a dar boas vindas ao público, levantando uma poeira histórica,
fazendo com que a banda tentasse se refugiar no fundo do palco e ao mesmo tempo
fugir do sol. Foi um verdadeiro repasse
na discografia, incluindo músicas de todas as fases e albuns como “Abduction”,
“Acid Rain”, “The Five Year Plan” e até mesmo as lançadas no recente EP
“Against Me” e “As Seen on TV”. Um show
à altura de sua historia, historia esse que nem eles mesmos devem saber aonde
perderam o rumo mas que seu publico continua fiel.
![]() |
| Comeback Kid |
Na sequencia tivemos o
Comeback
Kid e podemos afirmar que foi uma das apresentações do dia, não só pela
qualidade de suas músicas mas pela intensidade com a qual a banda se
apresentou. O Vocalista Andrew Neufeld
pouco se importou com a poeira e comandou o publico como um verdadeiro maestro
tanto de cima do palco quanto debruçado na grade e cantando junto ao publico. Dentre as mais celebradas tivemos “G.M.
Vicent and I”, “False Idols Fall” e “Wake The Dead” que foi responsável por
finalizar o set.
![]() |
| Agnostic Front |
E o Aerosmith? A aquelas alturas e não estando selecionado
entre os dez escassos fotógrafos escolhidos a dedo para a missão (todos
franceses), nos contentamos em assistir Steven Tyler e sua trupe à distancia
enquanto cantava clássicos como “Love In The Elevador” e “Walk This Way”. O grupo se mostrou em forma e parecem estar
se despedindo com dignidade.
Para fechar a segunda
noite nos encontramos com o Suicidal Tendencies, primeiro dos
três encontros que tivemos com a banda em onze dias. “You Can’t Bring Me Down” abrindo o set como
de habito, “I Shot The Devil” e na sequencia “Clap Like Ozzy” do recente World
Gone Mad. Talvez a que mais tenha
chamado atenção do setlist foi “Trip at the Brain”, uma música que até bem
pouco tempo estava dada como esquecida.
A banda está redonda com Dave Lombardo, a molecada nova também empolga
bastante, principalmente o baixista Ra Diaz.
Finalizaram também de maneira tradicional com “Pledge Your Allegiance” e
uma boa quantidade de convidados no palco.
![]() |
| Suicidal Tendencies |
DIA 3
Ultimo dia de festival,
já começa a bater aquele cansaço misturado com a tristeza do fim. Chegamos o mais cedo possível e a tempo de
assistir ao Prong no Main Stage 2.
Está aí um grupo que não imaginava assistir um dia. Um grupo que teve um relativo sucesso, nunca
foi grande mas durante os anos noventa sempre esteve presente em algum toca
discos aqui ou ali. Assim como foi o
caso do Ugly Kid Joe, os metalheads também tiveram seus momentos de nostalgia
com “Beg To Differ” e “Unconditional” demonstrando que o trio se mantém em
forma.
Momento raro do dia
ficou por conta do Trap Them. Banda difícil
de assistir ao vivo já que seus shows são escassos devido a forte personalidade
de Ryan McKenney e o mesmo demonstrou no palco o porque. Sua maneira de interpretar as músicas é definitivamente
diferente dos vocalistas normais, seja com o corpo contorcido ou mesmo olhando
fixamente para o chão. Em algum destes
momentos entre as musicas “Prodigala” e “Luster Pendulums” o mesmo abriu a
testa, nada que o impedisse de continuar sua performance. Lembrando que Ryan já quebrou os dois pés num
saldo em plena apresentação e não pestanejou em continuar até o fim. Muito respeito a esta banda Grind / Crust
proveniente de Boston. Após um breve
descanso foi a vez do Deez Nuts pisar no Warzone e
oferecer um pouco do hardcore australiano, ao melhor estilo “Yo!” apresentando
seu novo trabalho Binge & Purgatory.
Não decepcionaram mas também não empolgaram, talvez seu vocalista tenha
ficado com pena de sujar sua roupa com a poeira, momento de destaque para “Band
of Brothers”.
De volta ao Main Stage pudemos finalmente conferir Devil
Driver, uma banda que passa com certa frequência pelo festival mas
sempre coincidindo horarios com alguém mais importante. A banda se mostrou solida principalmente em
“Grindfucked” e “I Could Care Less”, duas das que mais empolgaram o
publico. Aproveitando o tempo e local
assistimos boa parte do Alter Bridge que entrou na sequencia
no palco principal 1, logo ao lado. Um
publico bem femenino se mostrou fiel nas letras e só arredou pé quando a banda
se despediu com “Rise Today”.
De todas as
coincidencias de horarios, a mais triste foi o choque entre Prophets
of Rage e Integrity. E o pior, uma
vez iniciado o Prophets já não daria tempo de chegar ao Integrity, ou pelo
menos de uma maneira que não gerasse estresse pelo caminho e não a toa o show
do Integrity ficou praticamente vazio.
Vamos ao que interessa. Muito
bem, muito legal, também sou fã da musica do Rage Against The Machine, suas
letras e visão sobre o mundo e tudo que a obra de Tom Morello e companhia tenha
criado mas não compro suas ideias, apenas as respeito. Nossa, somos tão revolucionarios que chegamos
para a entrevista coletiva em carro de luxo, só permitimos que nos fotografem
na mesma coletiva por trinta putos segundos e para nosso show selecionaremos os
fotógrafos de revistas que mais nos interessam, nossas camisetas custam bem
mais caras do que a de todos os outros grupos que existem no festival quando na
verdade deveríamos fazer tudo ao contrario e verdadeiramente chutar o
sistema. Enfim, deixamos o morde e
assopra de lado e descrevemos o show. Um
setlist decorado para a turne, conversação com o publico idem assim como a
homenagem a Chris Cornell na música “Like a Stone”, coincidencia ou não, três
anos antes, no mesmo horario e no mesmo palco o Soundgarden fez sua
apresentação na edição 2014. Inicio da
apresentação foi com “Prophets of Rage” emendando com uma sequencia do RATM que
no fundo é o que todos querem escutar.
Com o DJ em ação e uma pausa nos músicos, Chuck D e B-Real continuam em
cena cantando suas origens com Public Enemy e Cypress Hill, no retorno ao palco
mais uma sequencia de Raiva Contra a Maquina incluindo “Bulls on a Parade”,
“Bullet in The Head” e finalizando com “Killing In The Name”. Bom? Sim e muito mas não confundam com o RATM
como muita gente está dizendo por aí, que foi ao show da banda e tal. O Prophets é muito bom mas o Rage para no nome,
a furia de suas músicas não é a mesma exibida com Zack De La Rocha empunhando o
microfone e quem já teve a oportunidade de assistir o Rage Against The Machine
em versão original sabe do que estamos falando.
Lembrando que não há muito o quarteto passeou pelo mundo e a visita
incluiu o Brasil.
![]() |
| Clutch |
Quem realmente chuta
tudo e oferece um show a cada vez que visita o festival é o Clutch
e dessa vez não foi diferente. O palco
Valley lotou e os problemas com relação ao fosso de fotógrafos se repetiu, é
obvio. Sem problemas, nada que uma visão
geral e por detrás da mesa de som não solucionasse. Foi uma verdadeira aula de rock que incluiu
temas como “Burning Beard” e “Profits of Doom” e mais uma dúzia que ficou pela
estrada. Enquanto o Linkin Park tocava seu
pop para os nostálgicos mais jovens o Every Time I Die fazia um grande
show e com vocalistas improvisados já que Keith Buckley teve um problema
familiar e teve que retornar a casa.
Nada que o vocalista do Trap Them não pudesse solucionar e bem na
primeira dezena de temas e logo sendo substituido por Jeremy DePoyster do grupo
The Devil Wears Prada. Finalizaram
apresentação com “We’re Wolf” e uma centena de pessoas no palco.
Com o Every Time I Die
poderia ter sido o final apoteótico ao palco Warzone e porque não do
festival. Mas dois compromissos nos
dividia. De um lado os pesos pesados Slayer
e do outro lado The Dillinger Escape Plan. Diante da duvida passeamos pelos dois. Fizemos as fotos do Slayer, curtimos três
músicas em terra. Subimos na roda gigante
e lá de cima assistimos as duas apresentações de forma simultânea. De um lado “Seasons in the Abyss”, “South of
Heaven” e “Rainning Blood”, do outro “One of Us is the Killer” e “Happiness is
a Smile”. Ao finalizar o passeio pela
grande roda, assistimos em terra como o Dillinger finalizava sua apresentação
com “Limerent Death” e “43% Burnt” e chegou a hora, o Hellfest 2017 já era
historia. Corremos, sorrimos, suamos,
vibramos, nos cansamos, nos aborrecemos algumas vezes porque ali dentro nem
tudo é alegria mas ao chegar em casa temos aquela sensação de dever cumprido e
sonho realizado por um ano mais.
Hellfest 2018: 22, 23 e 24 de Junho. Ali estaremos, não tenham duvidas.














No hay comentarios:
Publicar un comentario