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ENTREVISTA: Testament - The Formation Of Damnation Tour 2008

Entrevista
Alex Skolnick Testament
Local: Barcelona
Ano: 2008
Por: Mauricio Melo & Snap Live Shots
*Originalmente publicada na Revista Rock Brigade (Brasil)


Nome lendário do thrash metal americano nos anos 80, o Testament adentrou os anos 80 fazendo exatamente o contrário do que faziam os grupos de sua terra natal naquela época: ao invés de abrandar o som para aumentar seu público (e renda), os caras resolveram é caprichar na sujeira e no peso de suas novas músicas - e, se, desde sempre, ja se tratava de uma banda merecedora de todo o nosso respeito, desta forma angariaram muito mais moral entre os headbangers. 

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O novo disco, The Formation of Damnation, lançado nesse ano, marca também o retorno do quitarrista Alex Skolnick, guitar hero que se afastou do grupo no início dos anos 90 para tocar projetos pesso-ais, mas que agora retorna, e dispõe novamente, para a música do Testament, toda a sua classe como instrumen-tista. O resultado? Um disco a não se perder, claro!

Antes de show do grupo em Barcelona, na Espanha, a Rock Brigade teve a oportunidade de fazer uma rápida entrevista com Skolnick, que comentou um pouco do novo disco, objetivos da banda, novas experiências e deu pista de que é mais do que possível um retorno ao Brasil muito em breve!


ROCK BRIGADE - Sendo um dos membros originais da banda, como é estar de volta ao convívio com Chuck e Eric por exemplo. Como é estar tanto tempo neste com-panheirismo?


ALEX SKOLNICK - É perfeito agora, apesar de eu não estar na banda desde o primeiro disco. Então, minha experiência é muito diferente se comparada ao convívio entre Eric e Chuck, por exemplo. Mas atualmente é muito bom.


RB - Qual é o melhor ambiente para os shows do Testa-ment atualmente: estar em festivais ou tocar em lugares fechados como o Apolo, estando mais próximo do público? Isso faz diferença?


ALEX SKOLNICK: Acho que funciona de maneiras diferen-tes. Em festivais tem um lado complicado: muitas bandas, o tempo de show é curto, o que nos faz diminui o setlist, essas coisas. Mas por outro lado é ótimo estar tocando para um público maior. E, quando se toca em clubes pequenos como o de hoje, você não atinge tanta gente como em um festival - porém, a energia, todos sabemos, é mais forte; e num dia quente como o de hoje, com certeza a temperatura vai subir bastante durante o show!


RB - Com 15 álbuns oficialmente lançados e 21 anos desde o lançamento do The Legacy; sendo também considerada uma das bandas mais influentes do mundo thrash junto a outros grandes nomes como Metallica, Slaver e Anthrax. Como definir o Testament, em suas próprias palavras?


SKOLNICK - Eu diria que a definição provavelmente mudou desde nossos primeiros álbuns para os dias de hoje, que também foi diferente durante os anos 90. Hoje é como se fossemos uma nova banda, uma nova energia. Alguns grupos, quando iniciaram suas carreiras, tinham um objetivo, um alvo, e o perseguiram até alcança-lo. Em nosso caso, não foi desta maneira: nunca tivemos um objetivo em concreto, simplesmente deixamos as coisas acontecerem até ver onde poderíamos chegar. Agora sim nos estamos mais direcionados dentro de nossos objetivos - e isso, para mim pessoalmente, está sendo muito bom.

Tenho outros projetos de música, mas o Testament me proporciona algo diferente.


RB - Falamos um pouco do novo álbum.

No Myspace existe um texto feito antes do lançamento de The Formation of Dam-nation que expressava toda uma expectativa para o lançamento e a recepção dos fãs. O álbum atendeu as expectativas da banda? Pois ele está sendo considerado aqui na Europa um dos álbuns do ano.


SKOLNICK: Eu acho que não sabíamos exatamente o que ia sair, mas acredito que foi feito da maneira que tinha de ser feito. É lógico que todo mundo contri-buiu, e existiam expectativas de se fazer um disco incrível. As vezes, você fica tão obcecado para que um disco fique bom, que o resultado final acaba abaixo do esperado. Com o The Formation of Dam-nation isso não existiu; simplesmente o fizemos como tínhamos que fazer, sem pressa. Não queríamos gravar um disco e lança-lo como se fosse um fast food, apenas por fazê-lo. Queríamos, sim, algo de qualidade e com tempo para trabalhar

- e foi o que aconteceu. Acho que o resultado final foi satisfatório, basta escutar.


RB - Apesar de pelo Testament terem passado excelentes músicos como Dave Lombardo, Gene Hoglan, James Murphy

e Steve Digiorgio, o fato de The For-mation of Damnation ser um álbum de alto nível prova que a formação ideal da banda é esta, ou seja, a original?


SKOLNICK - Bem, comparações à parte, podemos dar exemplos de times cheios de estrelas que juntos não funcionam tão bem quanto deveriam. Acho que uma banda trabalha exatamente como um time, é uma equipe e você tem que fazê-la funcionar. Algumas bandas encontram a formação ideal depois de algum tempo ou depois de discos lançados - mas não é nosso caso porque esta foi a primeira formação, com exceção do Bostaph. Eu acho que, definitivamente, esta formação faz diferença.


RB - Como foi o processo de composição deste novo álbum?


SKOLNICK - No início, eu tinha outros projetos e não estava participando tanto Trouxe apenas algumas idéias, algumas sugestões sobre partes que gostei ou que não

Acho que cada um teve sua participação uns mais ativos, outros menos; mas participação foi geral.


RB - Como é trabalhar com Paul Bostaph?


SKOLNICK - É incrivel! Ele trouxe um estilo que o Testament ainda não havia experimentado. Está sempre com vontade de tocar, bate muito forte, como já sabemos, e trouxe um groove que nunca tivemos. Vejo que o público reage diferente com relação ao ritmo imposto por ele, é impressionante.


RB - Na faixa-título e Leave Me Forever

existe uma variação grande de voz.

Alguma participação especial nesta faixa ou é um novo perfil de Chuck Billy?


SKOLNICK - Essa variação de voz do

Chuck era algo que tínhamos vontade de experimentar já há algum tempo. Queri-amos alguma diferença do que foi feito em 1989. Existem alaumas músicas que realmente fazem o perfil mais tradicional do Testament nos anos 80 e 90, porém é um disco que está sendo lançado em 2008, e não podemos esquecer disto.

Queremos apresentar algo de novo

também, que os fãs do Testament escutem e sintam alguma novidade, e não escutar algo que já foi feito há 20 anos

Foi uma experiência e o início de um novo processo, ainda que demore algum tempo para que o Testament tenha um perfil mais moderno.


RB - Alguma música favorita deste álbum, que você particularmente toque e diga: "Essa é foda!"?


SKOLNICK - Bem de momento temos incluído no setlist duas ou três músicas do novo álbum, mas gostaria muito de incluir futuramente The Formation of Damnation e The Persecuted Won't

Forget.


RB - Alguma banda da nova geração que você gostaria de mencionar ou de até tocar numa mesma noite?


SKOLNICK - Existem muitas bandas boas nos dias atuais, muitas mesmo. Gostaria de tocar com muitas, mas se eu pudesse citar uma seria The Dillinger Escape Plan.

Acho que eles vem fazendo algo dife-rente. O que eu não gostaria, particular-mente, era de tocar com uma banda que faz o mesmo perfil do Testament. Teria de ser algo diferente, e eles são assim.


RB - A banda está agendada até novembro com shows na Europa e América do

Norte (incluindo Canadá)... E possível que esta tour se estenda até a América do Sul passando pelo Brasil, consoli-dando, assim, uma tour mundial?


SKOLNICK - Este ano seria impossível, como você mesmo disse nós estamos com a agenda cehia até novembro.

Depois, daremos uma pausa e retornare mos em 2009 - e é claro que seria ótimo retornar a América do Sul e, especial-mente, ao Brasil.





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Black Flash by Snap Live Shots, al contrario de lo que muchos imaginan, no es un Blog de música pero un registro de una única persona en el mundo de la musica con una cámara de fotos en las manos. Casi todo el contenido ha sido registrado, editado y publicado por un único personaje. Amante del Rock en general, vio en la fotografia su gran oportunidad de acercarse de sus grupos favoritos y ver a conciertos por otra perspectiva.