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Primavera Sound 2019 - Operação resgate

Primavera Sound 2019 - The New Normal
De 29 de Maio à 02 de Junho 
Barcelona - Catalunya - Espanha
Publico estimado total - 220 mil pessoas

Frank Carter y & The Rattlesnakes by Snap Live Shots

Texto: Ana Paula Soares e Mauricio Melo
Fotos: Mauricio Melo & Snap Live Shots 

INTRO
Sim, pode parecer estranho colocar no titulo da cobertura uma referencia do que na verdade é uma proposta para o ano que vem.  Em 2020 o Primavera Sound celebrará sua vigésima edição e para tal dois anuncios foram realizados na atual.  O primeiro estava estampado logo na entrada do evento que é a realização do mesmo na cidade de Los Angeles (EUA) no mês de Setembro (2020), justificando (ou fazendo-se entender) a venda de 29% do Primavera Sound à um milionário da musica independente daquele país, além de se proteger contra grandes empresas e da bolha financeira que envolve os festivais.  O segundo anuncio foi feito antes do show da cantora local Rosalía, que possivelmente reuniu o maior publico desta edição.  Lá no telão apareceram imagens de todos os grandes artistas que por ali passaram, no que definimos como o verdadeiro Primavera Sound e não foram poucos, Iggy Pop, Neil Young, Motorhead, Sonic Youth, Pixies, NIN, Slayer, PJ Harvey e por aí vai até que chegou a primeira grande confirmação para o próximo ano.  O Pavement foi a banda apresentada, recordemos que a mesma já não está em atividade há algum tempo e se reunirá para apenas dois shows que serão no Primavera de Barcelona e posteriormente do Porto.  Quando digo dois shows, são dois únicos shows no mundo inteiro e fim.  Tivemos aquela sensação de soco na mesa, de basta, de… vamos mostrar que o Primavera ainda é foda!  Para entender essas palavras, deixaremos no final do texto uma conclusão da edição de 2019.
Suede @ Primavera Sound 2019 by Snap Live Shots

O FESTIVAL

Não sabemos dizer se o interesse foi pouco ou a concorrência é grande.  A verdade é que a tradicional quinta-feira do Primavera Sound, conhecida por ser a melhor jornada do evento estava relativamente vazia se comparada com anos anteriores. Estávamos acostumados a um grande fluxo de pessoas circulando entre um palco e outro, o que não aconteceu esse ano, considerando também que não houve um sold-out.  Também, somamos uma reorganizada na infraestrutura fez com que esse fluxo fosse amenizado.  O palco Heineken também passou por mudanças, esse ano se apresentou como uma pequena casa de show, com direito a bar, mesas e cadeiras.  O interior de formato redondo e uma lona que lembrava um circo, ficou bem legal.  Tivemos a adição de um palco a mais na entrada do evento e uma sensível redução de espaço na área de imprensa.  Numa visão geral e rápida, é o que podemos melhor descrever.  

Stephen Malkmus @ Primavera Sound by Snap Live Shots

NO PALCO

Fomos bastante seletivos com relação aos shows desta edição, não queríamos (e já não podemos) correr por aí com a camera nas costas, indo de palco em palco para coletar imagens e pouco assistir ao que as bandas tem de oferecer, que é a música.  Nossa primeira parada foi no palco Primavera para o show de Stephen Malkmus & The Jicks, sim o mesmo que estará aqui conosco liderando o Pavement em 2020.  Desta vez lançando o bom disco Sparkle Hard do qual tocou mais da metade do mesmo incluindo musicas como “Bike Lane”, “Future Suite”, “Solid Silk” e “Middle America”.  Em seguida demos uma passada rápida para ver as japonesas do Shonen Knife, não que nos derretamos de amor por um bom punk rock japonês mas acima de tudo, valeu por seu conteúdo histórico.  Banda que ganhou notoriedade após rasgados elogios de Kurt Cobain e Thurston Moore e que reuniu um bom publico no palco Adidas Originals, do trio atual somente a vocalista Yamano Atsuko é da formação original.  Por falar em formação original tivemos o Stiff Little Fingers que entre suas idas e vindas conservam um bom punhado de originalidade e músicas que há muito entraram para a historia do punk rock mundial.  Diante do palco encontramos o habitual publico Estraperlista (referencia ao clube de show local, o Estraperlo) e muitos cabelos brancos curtindo “Law & Order”, “Suspect Device” e “Strummerville” dedicada a nosso herói Joe Strummer e finalizaram o set com "Alternative Ulster”.  Grande noite de Jake Burns que demonstrou grande energia apesar de estar um pouco acima do peso ideal.  Quem deu um show particular foi Ian McCallum que mesmo exibindo uma coleção cabelos brancos deu um par de decoladas com sua guitarra em punho que deixaria até o Juninho do R.D.P. com orgulho.  

Saindo do Stiff e indo para o Interpol, conferimos alguns bons momentos do rapper NAS.  Vale lembrar que o cidadão é uma lenda dentro do estilo, ainda daquele rap antigo, dos anos 90, época dourada do mesmo e que abriu caminho para muita gente.  O palco Ray-Ban estava abarrotado e tivemos sorte em conseguir uma brecha entre umas arvores e poder assisti-lo à distancia e deixar que o grave de "N.Y. State of Mind" vibrasse no peito.  “The World is Yours” foi outro clássico que o artista deixou “cair” junto de “The Message” e “Hate Me Now”.  

Interpol @ Primavera Sound by Snap Live Shots

Lá no palco principal Seat se encontrava o
 Interpol ou pelo menos a sombra do mesmo.  Sentimos muito deixar registrado aqui essas palavras mas somos do tempo em que o Interpol era uma banda ainda desconhecida no Brasil, vimos de perto shows de lançamento do Antics e posteriormente Our Love to Admire, da qual a mesma banda recebia comparações com Joy Division, certamente por causa da voz de Banks, algo que parece impossível no momento.  Apesar de um excelente setlist, abrindo com “C’mere” e “If You Really Love Nothing” do ultimo disco e a melancólica da linda “Public Pervert” ficou evidente que Banks carece de um descanso para cuidar da voz.  A banda tocou suas musicas de maneira mais lenta e um tom abaixo do habitual, voltamos a dizer, é uma opinião pessoal de quem já viu a banda tocar em salas para 400 pessoas, não só em inicio de carreira mas igualmente depois de reconhecidos.  Recordamos ao leitor que assistimos um “ensaio” da mesma (para convidados) há alguns anos um dia antes de igualmente tocarem no Primavera Sound.  “The Rover” foi a outra música do lançamento recente que tocaram além de “Fine Mess” do EP que saiu mês passado e “All The Rage Back Home” do El Pintor, a dezena restante do setlist se concentrou em seus dois primeiros discos como “Say Hello to the Angels”, “Slow Hands”, “Evil” e “PDA”, entre outras.  Voltamos a falar em primeira pessoa, sem ofensas aos fãs da banda mas essa foi a nossa realidade, talvez um dia ruim do vocalista e nada mais.  

Kurt Vile & The Violators @ Primavera Sound by Snap Live Shots

Já circulando pelo segundo dia do festival e iniciando as atividades com Kurt Vile & The Violators, um dos artistas mais celebrados da cena indie atual e a certeza de que o Primavera não nos abandonou, não nos trocou por sons mais modernos.  Lá estava o cidadão, vestido de camisa xadrez, cabelos longos, olhar de menino tímido e uma voz familiar, alguém gritou Lou Reed?! algo mais moderno mas o caminho é por aí.  Rodeado de guitarras e baixos Jaguar Jazzmasters, entre elas uma guitarra/baixo de seis cordas da versão barítono que possui a Fender.  O cidadão tirou uns solos de violão no pedal Wah-Wah que, somado ao sol de fim de tarde, a brisa do Mediterrâneo à poucos metros e uma taça de vinho, foi tipo o paraíso em baixo custo.  “Girl Called Alex” e “Check Baby” deram o tom junto a “Walkin on a Pretty Day” e “Wild Imagination”.  O dia mal havia começado e já deu a sensação de ganho.  Mais adiante e tivemos uma dessas oportunidades que nos chegam muito de vez em quando e normalmente das mãos deste mesmo evento, assim como vimos Drive Like Jehu há alguns anos, desta vez a banda de culto foi Jawbreaker.  Abrindo com “The Boat Dreams From the Hill” o trio não se intimidou com o tamanho do palco, abriu o bandeirão de fundo com o nome da banda e desceram a madeira.  Talvez o palco idôneo seria o Heineken, ali teria sido de lujo como falamos na Espanha.  “West Bay Invitational” deu aquele respiro e “Chemistry” do disco Dear You deixou tudo em ordem.  Se o Primavera tem algo especial, esse algo é o poder de receber “super bandas” que muitas vezes só passam por Barcelona para tocar num evento deste porte.  Já assistimos infinitos projetos com membros de Portishead, R.E.M., Sonic Youth, Fugazi, etc.  Uma dessas super bandas é o Piroshka (não confundir nomes) que acaba de lançar seu humilde disquinho com integrantes de bandas como Modern English, Moose, Elástica e Lush. E é exatamente Mike Berenyi que longe do Lush desfila suas vozes e acordes na banda.  

JAWBREAKER @ Primavera Sound by Snap Live Shots

Enquanto o grande e novo publico do Primavera rumava em direção do palco principal para ver Miley Cyrus… nós nos mantivemos fieis à nossa proposta e na direção contraria nos deparamos com um dos melhores shows do festival.  Já havíamos visto o
 Suede anteriormente e no mesmo Primavera mas não um show tão completo quanto este.  Brett Anderson entrou em cena para arrasar em todas e cada uma das 17 canções apresentadas.  Saltou, ajoelhou, desceu do palco para cantar entre o publico, demonstrou felicidade e despejou alegria.  Iniciaram o set com “As One” e “The Outsiders” que são musicas de seus lançamentos mais recentes e reservou boa parte do set para clássicos do brit pop como “We Are The Pigs”, “So Young, “Metal Mickey” e a coroada alternava entre histeria e emoção.  Temos que tirar o chapéu e aplaudi-los mesmo não sendo (quem os escreve) fã de carteirinha da banda, isso sem contar o grande finale com “Animal Nitrate”, "The Wild Ones” e “Beautiful Ones”.  Se alguém que leu a primeira parte de nossa resenha quer saber qual então seria a representação máxima do que sempre foi esse festival, essa passou pela apresentação do Suede.  
  
Não sabemos se mal interpretamos o som do Tame Impala ou se os australianos modernizaram radicalmente.  Lembro de haver visto a banda em sua primeira aparição no Primavera (e na Espanha) e era uma banda com uma pegada anos 70, aquele som inconfundível de Rickenbacker misturado a elementos eletrônicos.  De lá pra cá, os rapazes passam com certa frequência pelo evento e insistimos em assisti-los na esperança de ver aquela pegada que ao final nunca aconteceu.  Reclamações também dos fotógrafos pela falta de luz no palco, algo bastante habitual em seus shows.  Não é uma critica e sim uma má interpretação como falamos antes.  A grande curiosidade foi ver o vocalista utilizar uma guitarra Jazzmaster, modelo assinatura de J. Mascis (Dinosaur Jr.) mas utilizar adesivos para cobrir o nome Squier, que nada mais é um Fender de baixo custo.  Pode ter sido coincidência mas cá entre nós, esse modelo de guitarra é uma das melhores coisas já lançada no mundo dos instrumentos e deveria ser exibida com orgulho.    

Swervedriver by Snap Live Shots
Para finalizar o segundo dia de festival, tivemos (finalmente) a oportunidade de assistir ao Swervedriver, banda que marcou uma geração dos anos noventa com discos como por exemplo  Raise e The Mezcal Head, muitas bandas atuais beberam na fonte destes discos.  Adam Franklin coloca uns efeitos em sua descascada e surrada Jaguar que poucos podem conseguir.  Os cabelos dread locks já não existem mas sua voz continua intacta.  Grande pena que o set foi curto mas considerando que a banda era aguardada há alguns anos, desde sua reunião no inicio desta década após outra em inatividade e nem podemos reclamar.  O palco escolhido foi perfeito e se algo poderíamos ter  certeza era de que ali, dentro da lona Heineken, somente estavam os entendidos, os que realmente vão para assistir a uma banda e não para falar de suas últimas ferias em Nova Iorque como muitos que passam pelo evento durante todo o fim de semana.  Mas vamos ao que interessa.   Comentamos acima que foi curto, tivemos apenas uma dezena de canções e que não chegaram a dar um repasso na carreira mas foi o suficiente para deixar um sorriso estampado no rosto.  “Mary Winter” do recém lançado Future Ruins assim como “Future Ruins” figuraram no setlist, os clássicos “Last Train To Satansville”, “Deep Seat” e “Rave Down” deixaram emocionados aos mais nostálgicos.  A espera foi longa mas a recompensa teve um sabor especial.  Que essa seja a primeira de muitas visitas que o quarteto possa fazer num futuro.  Um viva ao Swervedriver!

Abrimos o terceiro dia de festival com o Built to Spill tocando o disco Keep It Like a Secret na integra.  Tudo bem que é um bom disco mas os caras ficaram anos sem passar pelo festival e quando passam tocam disco na integra, algo que já começa a ficar passado.  Uma das coisas que mais chamou atenção foi o guitarrista com uma Giannini Stratosonic e na "mão" da mesma se podia ler o Made in Brazil, o endereço da empresa e o CGC.  Amantes da guitarra, deleitem-se.  

Quando falamos em showman vários nomes vem a cabeça mas se existe um na atual geração, esse é definitivamente o Frank Carter e sua banda, o Rattlesnakes.  O ex-vocalista do Gallows continua com seus hábitos hardcore, desce do palco, canta nos ombros do publico e ainda trás consigo o guitarrista.  Abriram o show com a lenta “Why a Butterfly Can’t Love a Spider” mas foi só para enganar aos desavisados, em Tyrant Lizard King a coisa começou a distorcer e em "Vampires" o caos estava montado.  “Heartbreaker” e “Wild Flowers” só alimentaram a situação.  Um bom show para um vocalista que sobrava em sua banda anterior mas que parece não alcançar a glória longe da mesma.  Frank já havia tentado a sorte com Pure Love, que parecia ter um grande futuro mas talvez tenha faltado paciência.  Quem sabe ele não acerta um dia?  
Shellac by Snap Live Shots

A caminho do show da
 Rosalía ainda tivemos a oportunidade de passar no Shellac e conseguimos assistir a ultima musica do set.  É simplesmente irresistível não assisti-los por um ano mais e pelo menos uma vez.  Sim, como dito no inicio do paragrafo, Rosalía.  Para os que não conhecem é o novo fenômeno espanhol, já fez turnê na América do Norte e vai arrasando o continente.  Para que entendam e resumindo, a jovem é uma Anitta da Espanha, versão pop de todas estas cantoras que existem no mundo, com coreografias, roupas espalhafatosas, etc, etc.  Aonde está a diferença?  Ela coloca elementos de Flamenco em suas musicas, o que se considera algo inovador.  Não tiramos as qualidades da cantora mas não faz nosso perfil.  Por outro lado, SIM, fez o perfil do novo publico do festival, foi a artista mais celebrada e a que recebeu o maior publico do evento que, vale destacar, era composto de varias gerações e algo muito importante e talvez um dos grandes objetivos do Primavera, levou junto à Rosalía um publico que, possivelmente, nunca havia estado no mesmo.  

Mais adiante voltamos ao palco Ray-Ban para assistir Jarvis Cocker, eterno líder do Pulp.  Não sei se foi abstinência de guitarras após a saída do ambiente Rosalía ou de uma maneira geral mas vejam que, a dupla que os escreve sempre teve um pé atrás com Mr. Cocker, porque acreditamos que a música é como o amor a primeira vista, tem chegar fulminando.  Algo que Jarvis não conseguiu mas desta vez o cidadão ofereceu um showzaço.  De sua antiga banda apenas “His ’n’ Hers” e de seus trabalhos recentes “Further Comçilcations” merece um salve, principalmente por suas expressões corporais durante a canção.  

Primal Scream @ Primavera Sound by Snap Live Shots

Não sei em outras regiões do Brasil mas no Rio de Janeiro temos uma expressão ou gíria que é assim: “Porra, Salvou!” alguns ainda adicionam um “brother” no final.  Foi isso que passou por nossas cabeças quando vimos Bobby Gillespie entrando em cena com uma roupa rosa choque, liderando o
 Primal Scream e entonando “Movin’ On Up” do disco Screamdelica, com “Jailbird” na sequencia seguida de “Can’t Go Back” e com o Fender Precision Bass de Simone Butler dando pontos de distorção.  Quando saímos da barricada de fotógrafos tivemos a verdadeira visão do que realmente representa o Primavera Sound, aquele publico curtindo boas guitarras misturadas às batidas eletrônicas de “Miss Lucifer”, meninas sentadas nos ombros alheios, bandeiras e  cervejas diante do mesmo palco e na mesma posição que em outras edições vimos Neil Young, PJ Harvey (ainda roqueira), Sonic Youth, Pavement, Pixies, Superchunk, The Cure e um bom punhado de bandas históricas dentro do P. Sound e logo descobrimos não estávamos exagerando ja que numa pesquisa posterior o mesmo foi considerado o melhor show de uma banda veterana para a edição deste ano.  Ainda tivemos “Acelerator”, “Kowalski”, “Higher Than the Sun”, “Kill All Hippies”, “Country Girl” e um grande finale com “Rocks”, mais sugestivo impossível.  

Para arrematar o dia descemos a ladeira para nossa ultima visita ao palco Adidas Originals e assistir ao The Messthetics, um trio instrumental que conta com o baterista e o baixista do Fugazi.  Um Jazz acelerado, escalas de guitarras e baixo a dar com pau, distorção e limpeza, baquetas ou escovinha para tocar suave.  Tudo ao mesmo tempo agora.  Aguentamos quase o set completo mas o cansaço fisico e mental venceu e o caminho de casa já não fica logo ali.  

No domingo foi a vez de ver mais uma super banda liderada por Peter Buck (R.E.M.) junto a poderosa voz de Corin Tucker (Sleater-Kinney).  Também participam membros de King Crimson e Minus 5.  Uma coroada experta com experiencia de sobra e bons riffs de guitarra e dois discos já lançados.  A formação original contou com Novoselic no baixo mas atualmente o posto está preenchido com Scott McCaughey.  Está aí uma banda a ser assistida caso passe por perto.  

Bandas que gostaríamos de ter assistido mas que por motivos extras (horários ruins ou coincidência dos mesmos) nos foi impossível?  Nas (show completo), Guided By Voices, Kate Tempest, Courtney Barnett, Carcass, Shellac, Fucked Up, Dream Wife, Soccer Mommy, Stereolab e alguna cosita más.  Definitivamente, escolhas são perdas e ganhos.   
Peter Buck com The Filthy Friends @ Primavera Sound by Snap Live Shots

CONCLUSÃO

Não somos radicais, aceitamos a todas misturas e vertentes da música desde que a mesma possua conteúdo e consequentemente, qualidade.  Quem somos nós para criticar ou apontar dedos ao Primavera Sound? Muito pelo contrario, o mesmo nos ensinou e nos mostrou centenas de novidades nestas doze edições consecutivas que tive(mos) a oportunidade de participar, crescemos como profissionais graças ao universo Primaveral.  Opinamos porém que evoluções e mudanças são inevitáveis e sem as mesmas não se chega a lugar algum mas quando as estas  ocupam posições de destaque dentro de algo que já está consolidado, há e haverá sempre um conflito de opiniões, aquela tradicional torcida de nariz.  Imaginem que para o proximo ano, o Lollapalooza chegue ao Brasil com Lady Gaga ou Beyoncé em letras garrafais deixando em segundo plano quem sempre esteve dentro da filosofia do festival, qual seria a reação num geral?  É mais ou menos isso, abrir espaço para todos os tipos de publico e diluir as propostas dentro do mesmo evento é valido, caso contrario “dá ruim”.  Continuaremos frequentando ao festival ou pelo menos assim queremos.  Se o ambiente do Primavera e se essas mudanças permanecerão ou não, só o tempo dirá.  

Que venha 2020!
Ou vamos 2020?  Los Angeles é logo ali.





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Black Flash by Snap Live Shots, al contrario de lo que muchos imaginan, no es un Blog de música pero un registro de una única persona en el mundo de la musica con una cámara de fotos en las manos. Casi todo el contenido ha sido registrado, editado y publicado por un único personaje. Amante del Rock en general, vio en la fotografia su gran oportunidad de acercarse de sus grupos favoritos y ver a conciertos por otra perspectiva.