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ENTREVISTA: Danko Jones lançam Fire Music

ENTREVISTA
Danko Jones
Barcelona, España
05/02/2015
Por: Mauricio Melo & Snap Live Shots
Originalmente Publicada en la Rock Meeting y Rock Brigade Magazine

Danko Jones - Fire Music

Quando o telefone toca numa tarde fria de início de fevereiro e do outro lado da linha está um de seus melhores contatos no mundo da música com a pergunta básica se interessa um bate  papo, com sessão de fotos incluída, com o power trio canadense Danko Jones, que estará na cidade para promover lançamento de Fire Music, numa noite em que Danko será DJ na festa de 10 anos da Rockzone, uma das revistas referencia no quesito rock no país, a resposta natural e única é, Claro!
  Pois um par de dias adiante e lá estávamos fazendo uma rápida sessão de fotos dentro de um elevador de um prédio comercial.  Na sequencia nos sentamos confortavelmente no escritório da revista acima mencionada para os vinte minutinhos de conversa “fiada”.

                                                                 *Usa el botón de Google Translate y elige tu idioma
Com dezoito anos de estrada, 12 álbuns, mais de trinta travessias do Atlântico, quinze vezes Top 40, turnê com Guns and Roses, trilogia em vídeo com participações de Elijah Wood e Lemmy, entre outras façanhas.  Bem diferente do personagem que interpreta no palco, Danko (guitarra e voz) é um cidadão tranquilo e de fala mansa, JC (Baixista) sempre com um sorriso aberto e o recém chegado Rich Knox (Bateria) ainda meio tímido nas palavras.


Começamos nossa conversa de maneira informal, que é a melhor maneira de quebrar o gelo e iniciar uma entrevista.  E lógico que a primeira pergunta saiu naturalmente, ao final estávamos às vésperas do lançamento Fire Music, e ao mencionar o disco, John Calabrese já foi respondendo que dependendo do país o disco sería lançado no dia seguinte ou em uma semana.  Pois lá estávamos para formalizar as perguntas.  


Começamos por novidades e pelo visto temos um novo baterista.  Da última vez que estivemos conversando a banda estava com Atom, que agora toca com o Against Me!, Um situação difícil naquele momento por que ele vivia na California e para compor o disco tinha que viajar a Toronto, como foi desta vez?

Danko:  Sim, foi intenso.  Eu e John Calabrese fazíamos nossa parte e logo ele tinha que viajar até nossa cidade, trabalhar por uma semana e voltar para Califórnia, não era fácil.  Com Rich Knox, nosso novo baterista, foi diferente.  Tivemos tempo para trabalhar tranquilos, não tínhamos que trabalhar 8 horas seguidas como fazíamos com Atom, até porque era necessário para aproveitar o limitado tempo que tinhamos e no final ainda não estar satisfeito com o que conseguíamos.  Ao final as músicas e as letras saem melhor quando se tem mais tempo para trabalhar.  

JC:  Sim, as coisas fluem melhor, se pode trabalhar duas ou três horas, parar um pouco e continuar em seguida.  É sempre melhor trabalhar desta maneira porque quando você retorna após um rápido descanso, percebemos erros ou coisas que sobram na música e fazemos os cortes.  Acho que na maioria dos grupos as coisas funcionam melhor assim.  


Provavelmente por isso foi difícil manter o Atom no grupo apesar dele ser um grande baterista, não?

Danko:  Sim, há uma variedade de motivos e a distancia foi uma delas.  Além da distância existia uma fronteira, é diferente viajar de Los Angeles para Nova Iorque e viajar de Los Angeles para Toronto, próximo a Nova Iorque mas existe uma fronteira no meio.  Mas não fica só por motivos de viagens, não estava funcionando.  É difícil de comentar porque ele não está aqui para defender-se mas por experiência estamos muito satisfeitos em ter Rich conosco.  Apesar de todas as boas sessões com Atom e pela qualidade que tem, ainda assim estamos felizes com Rich.  


E você Rich, onde esteve todo este tempo?

Rich:  Sou de Toronto e lá estive todo este tempo, tocando em alguns grupos locais.  Temos amigos em comum, que também são músicos e que comentaram com eles sobre meu trabalho.  Marcamos um dia, fiz o teste e eles gostaram.  


Estive escutando o disco e na música Watch You Slide temos uma boa sessão que parece dois bumbos de bateria, é isso?

Rich:  Não são dois bumbos, ainda que pareça.  Fico feliz que o resultado tenha sido esse, intenso.  

Danko:  Não te falei que achamos o baterista certo para a banda?

JC:  Um chute duplo podemos chamar (risos).  




O disco também é bastante forte, o produtor Eric Ratz teve influencia direta nisso, não?  

JC:  Sim, Eric definitivamente influenciou o grupo.  Conseguiu extrair guitarras e baterias fortes.  É entusiasta com o que faz.  

Danko:  Ele é muito entusiasta e conseguiu extrair boas performance nossas em estúdio e até mesmo por ele ser um bom guitarrista, ajuda muito.  

Rich:  Sim, ele foca muito nas idéias de maneira separada.  Trabalha muito encima de cada instrumento por separado.   

Danko: No final do dia, após as sessões de gravação víamos o quanto estávamos envolvidos apesar de ele não estar na banda, ao final de contas ele é um autêntico roqueiro e se sentia cômodo nessa posição.


Como disse anteriormente, tive a oportunidade de escutar a versão digital do Fire Music e a música “Body Bags” lembra muito os Misfits.  Podemos dizer que foi uma inspiração para este disco?

Danko:  Definitivamente o Misfits foi a maior influencia deste disco.  Na verdade eles sempre foram uma influência para mim mas particularmente para este disco decidimos mostrar mais estas influências.  


E a música Piranha, vocês sabem que no Brasil se tem mais de um sentido?  Sabem o significado?

JC:  Sim, é um peixe.  

Após explicar o sentido da palavra ou pelo menos o que significa no Rio de Janeiro…

Danko:  Nossa! Não sabia disso, tem lá sua graça mas deixo claro que não sabíamos e que não queremos ofender ninguém (risos)

JC:  Obrigado por nos avisar porque de repente, quando formos ao Brasil, podem haver pessoas empolgadas na platéia pedindo a música e desconfiaríamos que esta música fizesse tanto sucesso ou talvez que o peixe fosse uma comida famosa por lá.  


Quando recebi o press release e ao verificar a estatística da banda confesso que fiquei surpreso.  Com 12 discos, 15 hits entre os Top 40, 350 mil podcasts downloads, turnê em arenas através de 11 países com Guns and Roses…enfim, a lista não para por aqui.  Com base neste dados, podemos dizer que Danko Jones é o principal representante do rock Canadense?

JC:  Impressionante estes números, não? (Risos)

Danko:  Na verdade foram 10 países com o Guns and Roses (risos)

JC:  Acho que não é para tanto.  Estamos nessa há apenas 19 anos e fazemos nossas turnês, gostamos de estar a estrada e fugir do frio.  Queremos voltar ao Brasil.  Da última vez estivemos em Natal, São Paulo, entre outras e realmente foi muito legal, queremos voltar.  

Danko:  Definitivamente queremos voltar.  Só precisa haver algum interesse dos promotores e organizadores de show e te garanto que arrumamos as malas e vamos, sem pestanejar.  


Vocês sabem que Danko Jones se tornou conhecido no Brasil durante a invasão de bandas suecas?  O Backyard Babies foi um dos principais responsáveis por mencionar o nome Danko Jones?

Danko:  Sim, os caras do Backyard foram sempre muito legais com a gente.  Saímos juntos em turnês desde o início e acabamos fazendo bons contatos com selos independentes suecos, sempre estivemos muito associados e conectados com esta banda e isso não deve ter sido só no Brasil, acredito que em outros países também chegamos aos ouvidos do público através desta conexão e isso não nos incomoda, amamos estes caras.  É definitivamente bom saber que até no Brasil isso funcionou e nós fazemos o mesmo com eles, sempre mencionamos o nome deles quando temos oportunidade.


Em 2013 vocês tocaram no Hellfest junto ao Volbeat.  Agora mesmo no Canadá existe o Amnesia Festival (Quebec) com bandas bem extremas mas com alguns artistas como Snoop Dog e Pixies misturados a Slayer, Rancid e System of a Down, uma mistura um pouco provável de ver no Brasil.  O que vocês opinam sobre essa mistura e não mistura?  Porque posso dizer que no Brasil, os poucos festivais que existem há um dia para cada estilo.

Danko:  Isso é algo muito interessante no Hellfest por exemplo.  Eles tem uma margen enorme de estilos e está claro que os responsáveis por selecionar as bandas sabe muito o que faz, é um especialista e estratégicamente seleciona as bandas. Quando tocamos lá em 2013 tínhamos no mesmo dia, Voivod e Newsted que é a banda do Jason Newsted e ex-baixista do Metallica.  Então eles sabiam que colocar ambos no mesmo dia seria a oportunidade de que tocassem uma jam juntos, não foi por acaso que eles estavam no mesmo dia.  Tocávamos no mesmo dia do Voivod porque eles também são canadenses e no mesmo dia do Volbeat porque os organizadores sabiam que há pouco tinhamos feito uma turnê com eles e que tudo se encaixava e foi assim também em outra edição que tocamos por lá no mesmo dia do Death Angel e acabei subindo no palco com a banda para uma jam, Mondo Generator tocou no mesmo dia de John Garcia e tudo acabou numa jam do Kyuss, no Hellfest nada é por acaso.  As bandas se encaixam e eles sabem muito bem o que fazem.  

JC:  Temos mais experiencia na Europa com relação aos festivais, nos EUA também existe essa divisão mas talvez as coisas mudem porque podem copiar o formato europeu e toda esta mistura.


Vocês vão trabalhar com os Diamond Brothers outra vez?  Haverá uma nova trilogia de vídeos?

Danko:  Acabamos de fazer o vídeo de Fight Tonight com eles, eles filmaram e editaram.  Não acredito que tenhamos alguma trilogia.

JC:  Te digo que não porque é algo que não escolhemos ter ou não ter, aconteceu de termos uma oportunidade de fazê-lo e o fizemos, não foi algo planejado.  Acho que planejar algo assim é mais complicado.  


Planos para um novo DVD?

Danko:  Acabamos de lançar um e a idéia era mesmo fazer uma compilação de imagens em diferentes lugares para que pessoas que descubram ou descobriram a banda recentemente conheça um pouco da nossa história e para os que nos acompanham desde o princípio ter a dimensão de onde chegamos, existe uma grande distância entre as imagens que contem o DVD, são anos entre imagens.  Acho interessante quando outras bandas lançam DVDs mas acabo não achando tão interessante quando são estes de apenas um show, não há variação de imagem e lugar e fico entediado porque você começa a assistir e uma hora depois eles estão no mesmo lugar e você acaba escutando o DVD enquanto vai fazer outras coisas.  É diferente quando você tem imagens de duas ou três músicas em um lugar e depois o palco muda, a cidade muda, o público muda e isso se torna interessante mesmo que as imagens sejam antigas e gravadas em fitas, mostra um momento distinto.  Até tento assistir a vídeos bem produzidos com 5 ou 6 ângulos diferentes mas ao final é chato.  



Algum motivo especial para o lançamento do Garage Rock a Collection of Lost Songs from 1996-1998?

Danko:  Aconteceu de maneira natural, não havia um plano para lançar este material, apenas aconteceu.  Encontrei uma caixa com fitas cassetes na casa de meus pais, “digitalizei” e mostrei para o JC, daí mostramos para algumas pessoas e tivemos respostas positivas, nos aconselharam a publicar.  Poderíamos deixar de lado com a desculpa que estávamos ocupados com o material novo mas resolvemos seguir adiante e colocamos no contexto de banda de garagem para lançar porque era isso que éramos quando gravamos aquelas músicas, uma banda de garagem.  Então este disco é o que é, algumas músicas havíamos até esquecido da existência e outras eu nem lembro as letras mas é idéia foi legal porque prova que nós somos uma banda de verdade, que começamos experimentando até chegar onde chegamos, é bem raíz.  


Algumas destas músicas farão parte do setlist ou voltarão a serem esquecidas?

JC:  Sim, já incluimos algumas no set como por exemplo “Who Got It” e “Best Good Looking Girl in Town”.


Para o disco novo já há uma turnê planejada?

JC:  Temos alguns shows marcados para o verão e participações em alguns festivais.  Tocaremos em salas quando chegar o outono e acredito que em Março já teremos uma agenda mais organizada para apresentar e divulgar os shows.  


Brasil?

JC:  Adoraríamos voltar ao Brasil, definitivamente.

Danko:  Quando vocês quiserem, é só dizer a melhor data para visitar o país e empacotamos tudo mas o problema é fazer acontecer.  Demorou um tempo até conseguirmos chegar lá da primeira vez.  São coisas que estão além de nosso controle, não somos nós que controlamos quando e como queremos ir.  Também o fato de não tocarmos lá há anos não quer dizer que não queremos retornar ao Brasil, se nos quiserem lá por seis meses faremos uma turnê de seis meses (risos).  Acredito que quase todas as bandas gostariam de tocar no Brasil

JC: É apenas o fato de alguém fazer contato e convidar.  Haverá Rock in Rio este ano?  Rock in Rio, nos convide por favor!!!  Já estamos de malas prontas.  






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Black Flash by Snap Live Shots, al contrario de lo que muchos imaginan, no es un Blog de música pero un registro de una única persona en el mundo de la musica con una cámara de fotos en las manos. Casi todo el contenido ha sido registrado, editado y publicado por un único personaje. Amante del Rock en general, vio en la fotografia su gran oportunidad de acercarse de sus grupos favoritos y ver a conciertos por otra perspectiva.